quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Acessórios diferentes chamam os consumidores

Quando se fala em compras de roupas, logo vêm à mente várias mulheres andando de um lado para o outro em corredores de shoppings. Tecidos da moda, calçados que fazem sucesso e acessórios que estão nas novelas são os temas preferidos dos donos de lojas. Mas não é só de moda que vive os empresários, pois há algum tempo, uma nova modalidade de compra e principalmente, novos acessórios, tomam conta dos consumidores de plantão.

Sites que vendem os mais variados tipos de roupas estão se tornando a “moda” dos internautas. Desde simples brincos e pulseiras, até as mais variadas calças e vestimentas podem ser encontrados e comprados com facilidade. “Eu tinha uma loja normal, mas o aluguel estava ficando muito caro e decidir continuar vendendo pela internet. Foi a melhor coisa que fiz, pois o sucesso que conseguimos aqui foi enorme”, conta Carlos Ritz, o proprietário de um site de vendas de roupas e acessórios.

A variedade de produtos é tanta, que até mesmo um sex shop é encontrado nas páginas da web. O site funciona desde 1999 e é um sucesso de público, tanto que foi tema de matéria da Folha de São Paulo (Caderno de Informática - 23/02/2000) e também da Revista Playboy. A sócia do site, Priscila Weike afirmou que hoje, a web dá mais movimento que o espaço físico, localizado em São Paulo.

“Não sei se deve a comodidade e a privacidade, mas vendemos muito mais pela web do que na própria loja”, explicou a proprietária. Os consumidores também alertam que fica muito mais fácil realizar as compras pela Internet, principalmente pela falta de tempo que assola muitas pessoas. “Por mais que digam que é insegura, prefiro a Internet, pois não tenho tempo para ir às lojas e também, porque muitas coisas só encontro em sites especializados”, disse Fabrício Machado, consumidor assíduo das compras feitas pela web.

“Acho interessante essa crescente nas compras pela Internet, mas sei também que com a modernidade e a tecnologia, mais cedo ou mais tarde esse ‘boom’ ia acabar acontecendo, principalmente de produtos diferentes”, comentou Ritz. Por isso, para quem está atrás de assessórios e roupas pouco usuais, esses servidores são um prato cheio.

Confira alguns lugares para fazer suas compras:
www.sextoy.com.br
www.rockstore.com.br
www.extremeart.com.br
www.profeciasnet.com.br

Por Thiago Rovêdo

terça-feira, 27 de novembro de 2007

A moda que vem do sertão

A moda country ainda causa divergências. Há os que são a favor e gostam, e os que acham brega, fora de moda, coisa de gente da roça. Chapéus, calças justas e fivelas fazem parte desse estilo. Um deles, porém, ganha destaque. O tradicional sapatão ou, se preferir, a famosa botina.

Esse acessório também divide opiniões. Ricardo Guidi, 28, é um dos que defendem o uso por ser este o calçado mais confortável que ele tem. “As vezes eu tenho que usar sapato social e também uso tênis, mas o sapatão ainda é o que eu mais gosto. Ele tem muito conforto. Eu realmente gosto”, diz.

Já para Heitor Esmeriz, 20, o sapatão não faz parte do seu estilo. “Não recrimino quem usa, pois
tem gosto para tudo. Mas acho que eu não fico muito bem usando bota. Tem coisas melhores para eu usar”, justifica.

Apesar de fazer parte do figurino das festas de
rodeio, não há problemas para o uso diário, assim como faz Ricardo. Mas fica a dica dos especialistas: as botas que têm bico fino ou biqueira de metal não são aconselhadas para o uso no dia-a-dia, e sim as de bico arredondado, porque proporcionam maior conforto.

Segundo Fernanda Mariáh, jornalista especializada em moda, apesar de existirem botas bonitas ou confortáveis, ainda são indicadas para festas próprias, como os rodeios ou shows sertanejos. "As botas foram feitas para as festas de rodeio ou alguma ocasião especial", afirma.

Estilos
A variedade nos estilos facilita a vida dos “cowboys” que aderem ao uso do sapatão. Élcio Bairral, 42, afirma que “além de ser confortável e não ficar fora de moda, existem vários modelos, e alguns chegam a parecer sapato social”.

Dentre os modelos, os mais desejados pertencem às marcas
Resistol e Tony-Lama. Os preços, porém, não são dos mais baratos. Os valores variam entre R$ 600 e R$ 2.000.

Dica para as mulheres
Uma mulher vestida com uma bela bota pode fazer qualquer peão “cair do cavalo”. Por isso, ai vão algumas dicas do produtor de evento de modas, Sandro Henrique:

• Botas de cano curto - Jamais devem ser usadas com saias de qualquer tipo. Use sempre com calças compridas!

• Botas de cano médio - Combinam com calças jeans ou saias.

• Botas de cano longo - Ficam lindas com saias de qualquer comprimento, e também com calças (por dentro delas, se você não quer aderir à moda da novela). Com saias longas, prefira saltos baixos. Já com saias curtas, tanto faz se o salto for alto ou baixo.

• Pernas finas e longas - Arrasam com botas longas e saias curtas. No inverno, use uma meia cor da pele ou colorida, para completar o visual.

• Pernas curtas - As botas de cano curto achatam a silhueta. Só use-as com calça! Use modelos com salto. Os quadrados cansam menos as pernas do que os saltos finos.



Andrey Nicioli

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Couromoda 35 anos – 10.000 árvores

A Couromoda, maior feira de calçados e acessórios de couro da América Latina, vai contar com mais de 3 mil expositores para a versão 2008, e irá promover uma campanha socioam-biental para comemorar seus 35 anos de exposição. A feira está programa-da para os dias 14 a 17 de janeiro, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo.

A exposição visa motivar os expositores da feira, lojistas, representantes comerciais entre outros à plantarem 10.000 árvores. A outra novidade é o I Prêmio Couromoda de Boas Práticas Socioambientais do Setor Coureiro-Calçadista é uma iniciativa sem fins lucrativos, que vai destacar e premiar, as iniciativas de indústrias de calçados, empresas de varejo e demais organizações ligadas a este segmento que desenvolverem inovações de produtos, em gestão ambiental, pojetos de Responsabilidade Social e principalmente em relação a sustentabilidade, que é outra questão forte da feira. O Prêmio visa transmitir uma mensagem positiva para os integrantes da cadeia produtiva do couro/calçado, incentivando cada vez mais a adoção de processos sustentáveis, gerando benefícios para o meio ambiente e principalmente para os consumidores.


Uma vez que o Brasil é o terceiro maior pais produtor de calçados, perde apenas para China e Índia, uma campanha como essa ganha mais forças quando é realizado numa feira como a Couromoda, é o que afirma o presidente do evento, Francisco Santos, a campanha é positiva pois o evento sinaliza as tendências do mercado e abre a temporada de vendas do ano. “A Couromoda é o ponto de partida para a atualização do mercado calçadista com suas novas estratégias de vendas e lançamentos de mais de 3 mil marcas. É através da Couromoda que toda a cadeia coureira-calçadista começa a agir e se mover no novo ano”, por isso, Francisco conclui, “Vamos marcar o nosso aniversário convidando todo o setor a dar um presente ao Planeta”.

As inscrições ainda podem ser feitas até o dia 6 de dezembro, pelo site da Couromoda.


Porque plantar árvores?

Para...

• Incentivar a gestão sustentável das empresas coureiro-calçadistas (indústrias, varejo e serviços);

• Promover a neutralização das emissões de carbono;

• Incentivar a utilização de materiais recicláveis e reaproveitáveis no dia-a-dia das empresas;

• Promover a redução dos resíduos gerados pela feira, realizar a triagem dos materiais e encaminhá-los para cooperativas de reciclagem, com geração de trabalho e renda para famílias de catadores;

• Contribuir para a recuperação de áreas degradadas;

• Promover a melhoria geral da qualidade de vida para toda a população.

Por Mara Régia

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

MODA PRAIA FAZ SUCESSO NOS PAÍSES ÁRABES.

Estamos entrando no verão e isto sempre combina com muito sol, praia, mar ou piscina! É nessa época que a moda praia no Brasil se enriquece de novidades e tem prioridade nas vendas do país. Porém, não é só aqui que os biquínis, maiôs e acessórios de praia agradam. A moda praia brasileira é sucesso no exterior, inclusive em países árabes, onde a cultura se distingue muito da nossa.

Rossildo Faria, diretor de operações da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), afirma que os países árabes são potenciais compradores da moda praia. Mas, há certa “adequação” nas confecções para exportação. “As estampas e o acabamento são iguais, pois os consumidores do exterior querem o padrão brasileiro em moda praia, porém com mudanças, sobretudo no tamanho e nos tipos de corte das peças", explica Faria.Os biquínis e maiôs exportados do Brasil são produzidos tanto por pequenas confecções quanto por fabricantes de grande porte e marca reconhecida internacionalmente. “Na prática, os pequenos normalmente entram com a oferta de peças diferenciadas, com o uso de materiais como as pedrarias nos biquínis, por exemplo", diz o diretor.

A grife Flor de Menta é um exemplo de confecção moda praia para exportação, tendo, no início, suas peças vendidas somente para o mercado externo. Outra grife de sucesso nos países árabes é a famosa Rosa Chá. Ela investe em vendas nos Emirados Árabes, além de Arábia Saudita e Líbano, “as compras são realizadas no nosso showroom em Paris. A modelagem é a mesma que fabricamos para as européias, um pouco maior que a brasileira”, conta o estilista Amir Slama.

Há também revendedoras no exterior aproveitando desse sucesso da moda brasileira: Simoni Jabbour, descendente de libaneses, nasceu no estado do Rio de Janeiro. Aos 14 anos de idade ela se mudou para o Líbano e alguns anos depois se instalou em Dubai. "Quando vinha para o Brasil comprava alguns biquínis e levava para lá. Minhas amigas adoravam", conta. Foi assim, que Simoni teve a idéia de abrir uma loja. Ela chegou a importar do Brasil de 8 a 12 mil peças das marcas Lenny, Salinas e Rygh para vender na sua loja, a Praias, no shopping Burjuman Center (foto ao lado), nos Emirados Árabes Unidos.

Uma das primeiras marcas a se aventurarem nos Emirados Árabes foi a carioca Salinas. Contando sobre sua loja também em Dubai, a estilista da grife, Jacqueline De Biasi, diz que a clientela não é tímida, como muitos podem pensar. “As mulheres de lá viajam o mundo, têm informação e consomem demais”. A sociedade dubaiense não é fechada para o mundo, mas é vigiada. “As mulheres usam os biquínis em casa, em reuniões com amigas, em piscinas fechadas para mulheres ou praias particulares”, explica Jacqueline.
(modelo Salinas)

A moda no Líbano, por exemplo, chegou há seis anos. Na época, os homens não estavam acostumados com a idéia de mulheres mostrando 90% do corpo. Hoje, isso mudou. O executivo de marketing Jad Fayad, libanês que já morou em São paulo, comenta que as pessoas de classe mais baixa e os muçulmanos ainda são mais conservadores. Mas os cristãos e os que têm dinheiro viajam muito e têm visão mais ampla.”

A exportação para países com cultura bem diferenciada da nossa está crescendo, mas também é grande esse comércio com países de cultura ocidental, como os Estados Unidos: de Janeiro a Maio deste ano, foram exportados US$6,42 milhões de produtos de Moda Praia, um crescimento de 44% se comparado ao mesmo período de 2006.


Taliza Weiss.



SAIBA MAIS:

Moda Biquíni: você sabe de onde ele veio? (http://www.mulheresdesucesso.com.br/moda/temoda_04.htm)

História e curiosidade sobre biquínis. (http://www.cenaurbana.com.br/cultura/moda/biquini.htm)

Biquínis brasileiros chegam aos países do Oriente Médio (http://www.fiec.org.br/mailclipping/clipping/noticia.asp?CodClipA=10/12/2003&CodClipB=1)

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

"O segredo Adidas"

Quem não tem uma peça de roupa, bolsa ou tênis da Adidas? Você sabe a história da marca Adidas?



A Adidas chega no século 21 como uma das maiores empresas do ramo de calçados e assessórios esportivos. Por trás dos avanços tecnológicos e um grande número de produtos a história da empresa passa desapercebido por seus consumidores.

Um ponto muito interessante na história da empresa foi à participação na guerra de 1920, onde o fundador da empresa,
Adi Dassler, se infiltrou no meio político e começou a produzir bazucas. Um detalhe desta história foi que as bazucas eram produzidas com o mesmo maquinário que produzia calçados. Com ao passar do tempo os poderes começaram a perceber que o maquinário era inadequado para produção Bélica. Após um ano à serviço do exército, Adi recebeu ordens para retornar a suas instalações a fim de fabricar apenas calçado para o exército. Ao fim da guerra, Adi recusou-se a trabalhar como padeiro e voltou a fazer o que mais lhe agradava, produzir calçados esportivos.

Desde o inicio a Adidas foi uma empresa familiar, o patriarca Adi, era responsável pela produção e inovação dos produtos, enquanto sua mulher, Kãthe, cuidava da parte administrativa. Nos
anos 60, Adi teve problemas com a comercialização dos esportes competitivos. Ele não conseguia entender como o dinheiro se tornava mais importante do que o desempenho esportivo. Ele mesmo ganhava milhões, mas encarava esse fato como uma mera conseqüência. Mesmo assim ele não quis deixar de lado o prazer de fazer calçado para esportistas por qualquer que seja a aspiração financeira. Mesmo sem assistir um evento esportivo fora da Europa, Adi monitorava tudo pela televisão, e enviava uma equipe de profissionais para cuidar dos atletas.


E foi num evento que surgiu o logotipo três linhas, o mais famoso da marca, "Abrigo", como era chamado um logotipo na época. Dassler queria inovar mais um vez lançando um símbolo que comportasse vários tipos de produto. O primeiro abrigo esportivo saiu de uma conversa com Willi Seltenreich, proprietário de uma conhecida fábrica têxtil alemã. Depois de uma longa conversa e contrato fechado, Willi seltenreich parou de trabalhar para outros clientes de começou a produzir exclusivamente para Adidas. Com todas as inovações, Adi foi o primeiro a lançar produtos diferenciados como chuteiras, bolsas, bolas e acessórios para quase todos os esportes. Com as três linhas, em 1954 a adidas ultrapassou seus 450,000 calçados produzidos.

Com o surgimento de outro seguimento de produto, a Adidas criou mais um logotipo. O trevo foi introduzido junto com as três linhas e virou uma marca comercial adicional para distinguir os produtos autênticos da adidas, dificultando ainda mais as imitações. Após isso a Adidas começa a ditar a moda, "originals", nome dado para esse novo seguimento, ficou famoso e volta a cada ano com novos figurinos e calçados que mexem com a cabeça das pessoas.

A Adidas também é a única no seguimento esportivo que investe muito na área esportiva, um exemplo disso é de ser a única que é reconhecida pela FIFA e nomeada patrocinadora oficial da Copa do Mundo, isso trouxe mais força e credibilidade a empresa.

Presente no Brasil desde 1973, a Adidas teve uma fase de sucesso nas duas décadas seguintes, tendo depois quase saído de cena. A recuperação da empresa internacional a partir de 1997 demorou a refletir-se no país, onde ela registrou prejuízos em 1999, 2000 e 2001. Somente em 2002 a Adidas do Brasil conseguiu reverter à situação, aumentando seu faturamento em 53% para 145 milhões de reais.

Busca pela liderança e produtos inovadores, a Adidas chega no século 21 com quase 12,829 funcionários em todo o mundo e com diversos produtos no mercado. Embalada pelos bons resultados de 2002, quando aumentou seu faturamento mundial em 7% para 6,5 bilhões de euros, a empresa quer deixar para trás sua maior concorrente, a
Nike, e assumir a liderança mundial no setor de artigos esportivos. Para isso a empresa acaba de marcar mais um capítulo de sua história com a notícia da compra da marca Reebok.

Bruno Motta Pereira

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Quando a moda é não seguir a moda

Atualmente, vivemos num mundo pluralizado. Esse movimento pela diversificação das idéias se deu, principalmente, a partir da década de 60 (com o surgimento de movimentos que contrariavam a moda vigente). Dessa forma, o questionamento (inerente ao ser humano) ficou materializado através de músicas (ritmos musicais novos) e, também, por meio da roupa.

Quando
Zuzu Angel protestou em alguns desfiles (no Brasil e no exterior) pela morte de seu filho Stuart Angel Jones, nada mais fazia do que utilizar um meio de comunicação (que é a própria moda) para se afirmar sobre um determinado assunto. Assim, de acordo com o livro “Folha explica a moda”, moda é um sistema que acompanha o vestuário, o tempo e que integra o simples uso das roupas no dia-a-dia a um contexto maior, político, social, sociológico. Logo, pode-se dizer que a moda também está relacionada à cultura, a antropologia e aos valores de uma determinada época e uma determinada sociedade.

Dessa forma, moda é muito mais do que a roupa. Mas se isso é moda, o que é a anti-moda? E como ela se manifesta? Nesse ponto, existem opiniões diversas. Para o professor de ciências humanas e músico Adriel da Conceição Costa, a anti-moda é constituída justamente por essas manifestações que se opunham ao modelo de indumentária vigentes. “A anti-moda é uma resistência que grupos, principalmente oprimidos, fazem para mostrar que sua forma de se vestir faz parte de sua identidade. Considero a anti-moda com uma rebeldia sim, mas que é decorrente da opressão que grupos econômicos tem exercido aos demais, tentando dominá-los”, opina o professor. Já o livro “Folha explica a moda” insere esses movimentos culturais tais como punk e hippie no contexto da moda, ao entender que moda vem do latim modus que significa “modo”,“maneira”.

Nesse sentido, a moda representa muito do que pensamos e refletimos sobre o mundo. No entanto, por vezes, as roupas da moda criam máscaras sociais, o que faz com que as pessoas percam a essência nessas embalagens corporais. Essa é a posição do publicitário Marco Aurélio Leivas. “As roupas são importantes para nossa proteção, para nossa comunicação com o mundo exterior, porém não são necessárias o tempo todo. Não somos a nossa roupa, nosso carro, nossas marcas. Acho que as pessoas poderiam fazer um exercício simples para se lembrarem de quem elas realmente são - deveriam ficar nuas por alguma horas na natureza ou freqüentar uma área naturista. Esse contato enfraquece o ego em relação à força do espírito, de nossa essência, do Eu que realmente somos”, argumenta o publicitário, que é praticante de naturismo nas horas vagas.


Seja como for, a anti-moda apresenta-se enquanto uma alternativa de movimento em oposição à Indústria Cultural vigente. Assim, cabe a cada um criar uma resistência a essa forma de vestuário social, ou seguir o apresentado pela mídia. No entanto, é sempre importante respeitar a individualidade e a opinião de cada ser humano.



Escrita por Francisco Gonçalo.

Consumo de época: preços baixos e peças exclusivas


O brechó Minha Avó Tinha, no bairro de Perdizes em São Paulo, é a prova viva de que garimpar peças e apetrechos de época significa economia para o bolso. Considerado o mais descolado de São Paulo, o brechó é um verdadeiro baú de surpresas e tem no seu estoque peças que variam de R$10 a R$1.000.

Criada em 1992 para vender antigüidades, em poucos anos a loja descobriu sua verdadeira vocação, tornando-se um centro de referência e uma opção econômica para figurinistas, produtores de TV e paulistanos que variam entre os estilos fashion e retrô.

Em dois andares de um casarão antigo, espalham-se acervos dos mais variados tipos, como chapéus, gravatas, bolsas, acessórios e roupas de estilistas famosos. O primeiro andar é dedicado às peças que estão à venda, tudo a um ótimo preço. "Peças de estilistas famosos como Christian Dior e Pierre Cardin, dependendo do ano e do estado de conservação, saem por menos de um quinto do valor real da peça", diz Franz Ambrósio, um dos sócios.



O segundo andar é dedicado às raridades e peças que só estão disponíveis para aluguel, outra maneira de economizar na produção. "Os clientes que se arriscam a subir as escadas já sabem exatamente o que vão encontrar. Geralmente são pessoas da mídia ou atores de teatro, que não querem usar o que está na moda e sim o que tem estilo", diz Franz.

Isadora Ferreira assina embaixo. "O segredo de comprar roupas de segunda mão é sempre dar uma passada no brechó, porque a rotatividade é grande. Aqui encontor peças exclusivas a preços baixos", conta a estudante, que adquiriu o hábito em Nova York, onde há verdadeiras megastores de roupas usadas.

A equipe do Minha Avó Tinha diz que com uma média de R$300, os clientes conseguem levar de 7 a 12 peças exclusivas e em ótimo estado de conservação. "Nos shoppings de São Paulo, muitas vezes, este é o valor de uma única calça jeans", explica Franz.

Para aqueles que ficam em dúvida quanto ao estilo, os funcionários do brechó ajudam a combinar os acessórios e roupas, dão dicas e fazem toda a produção do cliente.

Brechó Minha Avó Tinha
Endereço: Rua Itapirucu, 766 – Perdizes
Zona Oeste – São Paulo –SP
Telefone: (11) 3865-1759
Horário de funcionamento: 2ª a 6ª feira, das 10h às 20h e sábados das 10h às 16h


Paula Monteiro