Quando Zuzu Angel protestou em alguns desfiles (no Brasil e no exterior) pela morte de seu filho Stuart Angel Jones, nada mais fazia do que utilizar um meio de comunicação (que é a própria moda) para se afirmar sobre um determinado assunto. Assim, de acordo com o livro “Folha explica a moda”, moda é um sistema que acompanha o vestuário, o tempo e que integra o simples uso das roupas no dia-a-dia a um contexto maior, político, social, sociológico. Logo, pode-se dizer que a moda também está relacionada à cultura, a antropologia e aos valores de uma determinada época e uma determinada sociedade.
Dessa forma, moda é muito mais do que a roupa. Mas se isso é moda, o que é a anti-moda? E como ela se manifesta? Nesse ponto, existem opiniões diversas. Para o professor de ciências humanas e músico Adriel da Conceição Costa, a anti-moda é constituída justamente por essas manifestações que se opunham ao modelo de indumentária vigentes. “A anti-moda é uma resistência que grupos, principalmente oprimidos, fazem para mostrar que sua forma de se vestir faz parte de sua identidade. Considero a anti-moda com uma rebeldia sim, mas que é decorrente da opressão que grupos econômicos tem exercido aos demais, tentando dominá-los”, opina o professor. Já o livro
“Folha explica a moda” insere esses movimentos culturais tais como punk e hippie no contexto da moda, ao entender que moda vem do latim modus que significa “modo”,“maneira”.
Nesse sentido, a moda representa muito do que pensamos e refletimos sobre o mundo. No entanto, por vezes, as roupas da moda criam máscaras sociais, o que faz com que as pessoas percam a essência nessas embalagens corporais. Essa é a posição do publicitário Marco Aurélio
Leivas. “As roupas são importantes para nossa proteção, para nossa comunicação com o mundo exterior, porém não são necessárias o tempo todo. Não somos a nossa roupa, nosso carro, nossas marcas. Acho que as pessoas poderiam fazer um exercício simples para se lembrarem de quem elas realmente são - deveriam ficar nuas por alguma horas na natureza ou freqüentar uma área naturista. Esse contato enfraquece o ego em relação à força do espírito, de nossa essência, do Eu que realmente somos”, argumenta o publicitário, que é praticante de naturismo nas horas vagas.
Seja como for, a anti-moda apresenta-se enquanto uma alternativa de movimento em oposição à
Escrita por Francisco Gonçalo.


Por que os religiosos usam hábito? Essa é uma pergunta que muitas vezes nos fazemos. Segundo o professor de religião e ex-seminarista Luis Raphael Tonon o hábito religioso surgiu no século III da era cristã, porém até mesmo antes disso já havia registros de pessoas que, ao se consagrarem a Cristo, passavam a se vestir de maneira diferente. Na verdade a função do hábito é expressar exteriormente a disposição interior de ser de Deus, é um sinal. Para a freira carmelita irmã Tereza o hábito religioso não é uma forma de se esconder o corpo humano, mas sim uma maneira de revelar ao mundo uma vocação diferente. “O hábito não faz o monge, mas ajuda! Ele nos lembra a toda hora nossa razão de viver e de agir. Num mundo tão secularizado como o nosso e tão pobre de sinais, o hábito religioso é marca registrada da entrega a Cristo”, comenta a irmã. Ela ainda completa dizendo que não é o hábito que faz a pessoa, mas uma vida coerente que inspire confiança nas outras pessoas. “Há muitas congregações que não usam hábito, mas nem por isso as pessoas deixam de reconhecê-las como religiosas”, ressalta. 





