quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Quando a moda é não seguir a moda

Atualmente, vivemos num mundo pluralizado. Esse movimento pela diversificação das idéias se deu, principalmente, a partir da década de 60 (com o surgimento de movimentos que contrariavam a moda vigente). Dessa forma, o questionamento (inerente ao ser humano) ficou materializado através de músicas (ritmos musicais novos) e, também, por meio da roupa.

Quando
Zuzu Angel protestou em alguns desfiles (no Brasil e no exterior) pela morte de seu filho Stuart Angel Jones, nada mais fazia do que utilizar um meio de comunicação (que é a própria moda) para se afirmar sobre um determinado assunto. Assim, de acordo com o livro “Folha explica a moda”, moda é um sistema que acompanha o vestuário, o tempo e que integra o simples uso das roupas no dia-a-dia a um contexto maior, político, social, sociológico. Logo, pode-se dizer que a moda também está relacionada à cultura, a antropologia e aos valores de uma determinada época e uma determinada sociedade.

Dessa forma, moda é muito mais do que a roupa. Mas se isso é moda, o que é a anti-moda? E como ela se manifesta? Nesse ponto, existem opiniões diversas. Para o professor de ciências humanas e músico Adriel da Conceição Costa, a anti-moda é constituída justamente por essas manifestações que se opunham ao modelo de indumentária vigentes. “A anti-moda é uma resistência que grupos, principalmente oprimidos, fazem para mostrar que sua forma de se vestir faz parte de sua identidade. Considero a anti-moda com uma rebeldia sim, mas que é decorrente da opressão que grupos econômicos tem exercido aos demais, tentando dominá-los”, opina o professor. Já o livro “Folha explica a moda” insere esses movimentos culturais tais como punk e hippie no contexto da moda, ao entender que moda vem do latim modus que significa “modo”,“maneira”.

Nesse sentido, a moda representa muito do que pensamos e refletimos sobre o mundo. No entanto, por vezes, as roupas da moda criam máscaras sociais, o que faz com que as pessoas percam a essência nessas embalagens corporais. Essa é a posição do publicitário Marco Aurélio Leivas. “As roupas são importantes para nossa proteção, para nossa comunicação com o mundo exterior, porém não são necessárias o tempo todo. Não somos a nossa roupa, nosso carro, nossas marcas. Acho que as pessoas poderiam fazer um exercício simples para se lembrarem de quem elas realmente são - deveriam ficar nuas por alguma horas na natureza ou freqüentar uma área naturista. Esse contato enfraquece o ego em relação à força do espírito, de nossa essência, do Eu que realmente somos”, argumenta o publicitário, que é praticante de naturismo nas horas vagas.


Seja como for, a anti-moda apresenta-se enquanto uma alternativa de movimento em oposição à Indústria Cultural vigente. Assim, cabe a cada um criar uma resistência a essa forma de vestuário social, ou seguir o apresentado pela mídia. No entanto, é sempre importante respeitar a individualidade e a opinião de cada ser humano.



Escrita por Francisco Gonçalo.

Consumo de época: preços baixos e peças exclusivas


O brechó Minha Avó Tinha, no bairro de Perdizes em São Paulo, é a prova viva de que garimpar peças e apetrechos de época significa economia para o bolso. Considerado o mais descolado de São Paulo, o brechó é um verdadeiro baú de surpresas e tem no seu estoque peças que variam de R$10 a R$1.000.

Criada em 1992 para vender antigüidades, em poucos anos a loja descobriu sua verdadeira vocação, tornando-se um centro de referência e uma opção econômica para figurinistas, produtores de TV e paulistanos que variam entre os estilos fashion e retrô.

Em dois andares de um casarão antigo, espalham-se acervos dos mais variados tipos, como chapéus, gravatas, bolsas, acessórios e roupas de estilistas famosos. O primeiro andar é dedicado às peças que estão à venda, tudo a um ótimo preço. "Peças de estilistas famosos como Christian Dior e Pierre Cardin, dependendo do ano e do estado de conservação, saem por menos de um quinto do valor real da peça", diz Franz Ambrósio, um dos sócios.



O segundo andar é dedicado às raridades e peças que só estão disponíveis para aluguel, outra maneira de economizar na produção. "Os clientes que se arriscam a subir as escadas já sabem exatamente o que vão encontrar. Geralmente são pessoas da mídia ou atores de teatro, que não querem usar o que está na moda e sim o que tem estilo", diz Franz.

Isadora Ferreira assina embaixo. "O segredo de comprar roupas de segunda mão é sempre dar uma passada no brechó, porque a rotatividade é grande. Aqui encontor peças exclusivas a preços baixos", conta a estudante, que adquiriu o hábito em Nova York, onde há verdadeiras megastores de roupas usadas.

A equipe do Minha Avó Tinha diz que com uma média de R$300, os clientes conseguem levar de 7 a 12 peças exclusivas e em ótimo estado de conservação. "Nos shoppings de São Paulo, muitas vezes, este é o valor de uma única calça jeans", explica Franz.

Para aqueles que ficam em dúvida quanto ao estilo, os funcionários do brechó ajudam a combinar os acessórios e roupas, dão dicas e fazem toda a produção do cliente.

Brechó Minha Avó Tinha
Endereço: Rua Itapirucu, 766 – Perdizes
Zona Oeste – São Paulo –SP
Telefone: (11) 3865-1759
Horário de funcionamento: 2ª a 6ª feira, das 10h às 20h e sábados das 10h às 16h


Paula Monteiro

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Moda convento: hábitos sim ou não?

Por que os religiosos usam hábito? Essa é uma pergunta que muitas vezes nos fazemos. Segundo o professor de religião e ex-seminarista Luis Raphael Tonon o hábito religioso surgiu no século III da era cristã, porém até mesmo antes disso já havia registros de pessoas que, ao se consagrarem a Cristo, passavam a se vestir de maneira diferente. Na verdade a função do hábito é expressar exteriormente a disposição interior de ser de Deus, é um sinal. Para a freira carmelita irmã Tereza o hábito religioso não é uma forma de se esconder o corpo humano, mas sim uma maneira de revelar ao mundo uma vocação diferente. “O hábito não faz o monge, mas ajuda! Ele nos lembra a toda hora nossa razão de viver e de agir. Num mundo tão secularizado como o nosso e tão pobre de sinais, o hábito religioso é marca registrada da entrega a Cristo”, comenta a irmã. Ela ainda completa dizendo que não é o hábito que faz a pessoa, mas uma vida coerente que inspire confiança nas outras pessoas. “Há muitas congregações que não usam hábito, mas nem por isso as pessoas deixam de reconhecê-las como religiosas”, ressalta.

De acordo com Tonon até o Concílio Vaticano II, todas as congregações religiosas eram obrigadas a usar o hábito, depois do Concílio muitas congregações optaram por não usar o hábito, outras realizaram grandes mudanças. As principais mudanças ocorreram nos hábitos femininos: o comprimento das saias, que antes era até o pé, subiu para a altura do joelho, as cores que antes eram mais escuras foi substituídos por cores mais claras como tons pastéis e azuis. Apesar de muitas atualizações alguns hábitos continuam os mesmos como é o caso da Ordem de São Bento (beneditinos, que usam o mesmo design desde o século V, os carmelitas, dominicanos e os franciscanos usam o mesmo desde o século XIII.

Mas o hábito ainda é motivo discussão dentro da igreja, há quem defenda e quem o recrimine, para alguns o uso de hábito “espanta” as novas vocações. “Sou a favor dos padres não usarem hábito, as pessoas ficam analisando, moralizando, esperando um padre fazer algo errado para recriminar”, diz um seminarista da Pequena Missão Para Surdo que não quis se identificar. Para ele, o uso de hábito tira a liberdade da pessoa, pois quando um padre está na rua ele não está servindo o povo por isso não há a necessidade do uso. O seminarista explica ainda que muitos jovens desiste da vocação com medo do hábito.

Outra congregação que não adota o uso de hábito é a das Irmãs Marianistas. Segundo a supervisora delas, irmã Fátima elas não usam porém, têm um uniforme para ocasiões especiais, como missa de votos. “Não usamos hábitos, mas vestimos roupas castas que não tenham decotes, que não sejam curtas, transparentes ou muito apertas”, diz a irmã. Para ela essas cautelas no modo de se vestir é uma questão de respeito com o próprio corpo e a própria castidade. A ex-noviça da congregação Marianista, Iara Fernanda de Souza afirma que essa cautela é um aprendizado para o resto da vida. “Nas irmãs não usávamos hábito, mas aprendi a me vestir bem sem precisar mostrar meu corpo para estar bonita. Descobri que não tenho vocação para a vida religiosa, não vejo problema nenhum no uso do hábito, nem acho que ele espanta as vocações”, completa.

Para Fernanda o que vem fazendo as vocações caírem a sociedade secularizada e a falta comunhão com Deus. Já para Irmã Tereza muitos jovens procuram a vida religiosa porque a sociedade caminha num ritmo de disseminação de valores na qual a vida religiosa apresenta uma posição mais certa. “O ensinamento de Deus nunca muda”, concretiza a irmã.

Renata Andrade

Foto: www.rosario.org.mx

Famosa “grife punk” disponibiliza vendas pela web e gera discórdia entre o movimento

Por Denis Russo

A ex-mulher de Malcolm McLaren, empresário do grupo londrino Sex Pistols, Vivienne Westwood, acaba de tomar mais uma decisão que mexeu com os músicos e punks de vanguarda. Desde a semana passada, a sua grife homônima, tem em seu site oficial (apenas em inglês) uma página dedicada somente às vendas das roupas e acessórios por ela desenhados.

Famosa por ter vestido bandas como New York Dolls (foto ao lado), Sex Pistols, The Cramps e outras dos movimentos punk e new wave, Lady Westwood tem sido vítima de ofensas por boa parte dos músicos daquela época. Desde que em 1979, resolveu ao lado do até então marido, fazer de suas peças as mais famosas possíveis, estendendo assim o movimento contra-cultural ao consumismo desenfreado que surgia.

Os principais manifestos contra as vendas pela web aconteceram em frente à loja Vivienne Westwood, em Londres. Segundo a empresária Layla Valadão, 29 anos, que esteve na cidade até terça-feira da semana passada, foi tudo pacífico. “Tudo o que se via eram cartazes criticando o consumismo, principalmente via internet e gritos de ofensa às grandes corporações”.

Ex-baterista da banda Ravera, da região de Campinas, a empresária conta que foi visitar a cidade e não pôde deixar de visitar a loja, sua favorita. Layla conta também que fez questão de usar uma cartola da grife em seu casamento e se defende. “Não é fetiche consumista. Quase todas as pessoas que eu escutava cantar, que me influenciaram, usaram as roupas dela. Já que hoje eu posso, faço questão”.

Já o baixista da banda Muzzarelas, de Campinas, Daniel “Etê” Pacetta Giometti, 36 anos, que também é dono de uma loja de discos e acessórios de rock na cidade, critica a postura de Vivienne Westwood pelo valor cobrado pelas suas criações e pela venda on-line. “Já é um absurdo cobrar cerca de 165 euros pela camiseta mais em conta que ela tem na loja, ainda pior é esse sistema de vender pela internet. O dinheiro fica na mão das empresas de cartão de crédito, bancos. Acho que não era isso que ela tinha em mente no começo dos anos 70”.

Ele defende o uso da web, mas apenas para exposição de produtos para que segundo ele “o dinheiro não fique na mão de charlatões”. No Brasil, vários artistas usam roupas desenhadas por Vivienne, entre eles Holly Tree, Ney Matogrosso, Pitty, Supla e Titãs.

História – A empreitada de Vivienne Westwood começou em Nova York, no ano de 1973, quando Malcolm McLaren, seu amante na época, começou a empresariar a banda New York Dolls. Donos de uma loja de artigos sadomasoquistas e de couros, eles popularizaram o estilo assim na América.

Mais tarde, em 1977, de volta à Inglaterra, a britânica popularizou a moda punk vestindo os Sex Pistols, responsáveis pela disseminação da música de protesto e da atitude rebelde em cima dos palcos de todo o mundo.

Com o fim da banda, dois anos depois, por conta da morte de Sid Vicious, baixista dos Pistols, ela e Malcolm resolveram trabalhar firme na grife. Na década seguinte, os dois se separam e Vivienne assume toda a responsabilidade dos negócios e dos desenhos, torna a grife uma das primeiras do mundo quando ainda nos anos 90, deixa de utilizar couro animal em suas roupas e assume uma postura ecologicamente correta frente ao mundo da moda.

A partir de então, ela recebeu vários prêmios na Inglaterra e Europa por seus desenhos, e o honroso título de Lady, da rainha Elizabeth II, um dos principais alvos de suas polêmicas em estampas de camisetas.

Moda do bem


Um jeito alternativo e econômico para ter peças de design e acabamento perfeitos é freqüentar um grande bazar que reúna várias grifes em um só lugar. Existem todos os tipos: aqueles com peças antigas, os de pechincha como o realizado pela AAAC, de móveis usados e os de grandes lojas de grife. Mas os que estão mesmo em alta são os de cunho social.


Alguns deles podem até incluir peças extremamente baratas, pois são doadas ao evento ou são realizados por grandes grifes reunidas que reduzem os preços a quase 60%. Acontece que a maioria, aqui em Campinas, se resume em reunir peças de grifes, feiras e artesãos para revendê-los com o preço um pouco maior e destinar o dinheiro arrecadado às entidades carentes.


O diferente dos bazares beneficentes é que além de oferecerem peças elegantes, a maioria delas artesanais, eles são uma excelente maneira de exercer a cidadania. Várias marcas famosas como ALDO , GAP, Giorgio Armani e Gucci apostam nesse “marketing do bem” e contam com a ajuda de grandes celebridades como Bono Vox, Angelina Jolie, Beckham para realizar esses eventos charity (caridade, em inglês) pelo mundo.


Um exemplo de charity é o bazar realizado pela Ana Maria Affonso Ferreira, todos os anos, em prol a Instituição Padre Haroldo que cuida de quase 120 dependentes químicos.
Ana Maria, começou a busca pelos artigos logo em fevereiro. Aproximadamente 200 peças foram trazidas de lugares como o Chile, encomendas com artesãs tanto locais quanto de Tiradentes e também da feira
paralela Gift de São Paulo, os preços variavam de 10 a 350 reais. Teve duração de 3 dias (8, 9 e 10 de novembro), mais de 300 visitas e arrecadou cerca de 20 mil reais para a instituição, sendo que ano passado foram destinados uma quantia de 13 mil reais.

“Realizar esse bazar é um modo de ajudar a instituição a manter as oficinas que reintegram os ex-dependentes químicos no mercado de trabalho. Não adianta salvar essas pessoas da rua sem elas terem uma ocupação séria”, afirma Ana Maria.





Dia 6 de Dezembro acontecerá outro evento da Instituição Padre Haroldo às catorze horas, “lá nós temos um auditório que acolhe 120 convidados. Vão ter quatro lugares pra venda: um deles será o de trabalhos feitos pelos internos da entidade”, explica a coordenadora de eventos e compras da instituição, Sandra Romeiro.




Esse ano já foram realizados vários desses bazares beneficentes em Campinas, por exemplo, nos Shoppings Iguatemi e Galleria e também em entidades como o “lar dos velhinhos”.


Vale lembrar que para comprar roupas em bazares é bom ir com saias ou leggins e roupas justas para experimentar as peças por cima da sua.Porque, geralmente, eles não incluem provadores.






Por Aline Frediani

Biquíni de bolinha amarelinha? Que nada!

Os anos 60, acima de tudo, viveram uma explosão de juventude em todos os aspectos. Era a vez dos jovens, que influenciados pelas idéias de liberdade da chamada geração beat, começavam a se opor à sociedade de consumo vigente.
A nova década que começava já prometia grandes mudanças no comportamento, iniciada com o sucesso do rock and roll e da pélvis irrequieta de Elvis Presley, seu maior símbolo. A imagem do jovem usando jaqueta de couro, topete e jeans, montados em motos ou lambretas, mostrava uma rebeldia sintonizada com ídolos do cinema como
James Dean e Marlon Brando. As moças bem comportadas já começavam a abandonar as saias rodadas de Christian Dior e atacavam de calças cigarette, num prenúncio de liberdade.
A grande vedete dos anos 60 foi a mini-saia. Mediam 30 cm de comprimento e eram usadas com camisetas justas e botas de cano longo. E diferentemente do que a história conta, a inglesa
Mary Quant (acima, no centro) divide com o francês André Courrèges sua criação. As mudanças no vestuário também alcançaram a lingerie, com a generalização do uso da calcinha e da meia-calça, que dava conforto e segurança, tanto para usar a minissaia, quanto para dançar o twist e o rock.
Catherine Deneuve era um dos ícones do novo estilo que estava ganhando espaço nas ruas. Brigitte Bardot encarnava o estilo sexy: cabelos compridos, solto ou coque no alto da cabeça. Entretanto, os anos 60 sempre serão lembrados pelo estilo da modelo e atriz Twiggy: muito magra, com seus cabelos curtíssimos e cílios inferiores pintados com delineador.
A maquiagem era essencial e feita especialmente para o público jovem. O foco eram os olhos, sempre muito marcados. No Brasil, a
Jovem Guarda fazia sucesso na televisão e ditava moda. Wanderléa, de minissaia exibia suas pernas, Roberto Carlos, de roupas coloridas, usava botinha sem meia e cabelo na testa imitando os Beatles.
No bar
Wooly Bully em Vinhedo, há 14 anos é possível reviver um pouco da magia dos anos dourados. Topetes erguidos à base de muita brilhantina, suspensórios e saias rodadas, dividem espaço com uma decoração temática onde não raro aparecem as imagens de Elvis Presley, Marilyn Monroe, Twiggy e James Dean, sem contar, as réplicas de automóveis que disputam as atenções com a pista de dança, onde embalados ao som do bom e velho rock´n roll, também conhecido como “rockabilly”. Os freqüentadores divertem-se e aproveitam para se vestir a caráter; alguns por modismo, outros, a grande maioria, por seguir o estilo de vida ignorando a evolução no mundo fashion e musical. Um bom exemplo é Luis Augusto, freqüentador assíduo do bar, tão assíduo que acabou por virar mais um dos “bar mens” que servem drinks de nomes temáticos como “Cry Baby”, título homônimo do musical, que embora tenha sido lançado na década de 90, é ovacionado pelos fãs do estilo por retratar fielmente de maneira hilária os velhos tempos. “Eu amo este lugar e o meu modo de vida, não troco por nada meus vinis do Stray Cats, Elvis, Chucky Berry e nem minhas roupas por nada que venha da atualidade. Aqui tem gente bonita e música boa, trabalhar aqui aos finais de semana acaba se tornando uma diversão remunerada”. Brinca.
E em grande estilo se encerrou a década de 60, com a realização do "
Woodstock Music & Art Fair", que reuniu cerca de 500 mil pessoas em três dias de amor, música, sexo e drogas e deu início a uma nova geração que ficou conhecida como “paz e amor”, mas esta é uma outra história que merece ser contada em detalhes depois.

(Tahiana Silva Carnielli)

MAMÃE E A MODA

A moda gestante vem crescendo consideravelmente, com roupas especiais e desenvolvidas para gravidez, proporcionado bem estar e atendendo o desejo das futuras mamães nessa fase tão especial.

A maioria dos tecidos usados nessas confecções tem elasticidade para se adaptar as novas formas do corpo feminino.

Com o mercado em alta as novidades e os pedidos das mamães se realizam, a tão querida calça jeans também foi adaptada para a gestação, com faixa na cintura de stretch ou malha pode ser usada sem apertar a barriga. As blusas que realçam a barriga são as mais pedidas pelas jovens mamães de acordo com Rosana Linhares vendedora da loja 9 meses. A moda é para todos os estilos de mamães, das casuais as românticas, das profissionais as estudantes.

Uma das tendências entre as gestantes é a calça legging e as batas, que além de ser confortável esta na moda para todas as mulheres. Os vestidos, macaquinhos, saias e shorts também são bem vindos. As peças gestantes desse verão possuem muitas cores alegres, mais para aquelas que prefiram parecerem mais magras as roupas lisas e caimentos abaixo dos tornozelos são ideais, e para aquelas que não se importam o melhor e aproveitar as cores, esse é a dica da vendedora.

A pediatra Ângela Vieira afirma que usar roupas especiais na gestação é conforto não só para a grávida, mais para o bebe também. Roupas que não apertam a barriga e os seios são essenciais. Usar roupas comum em número maior não é uma boa opção, principalmente a partir do
sexto mês, onde a barriga cresce para todos os lados e vestuário inadequado pode incomodar, finaliza ela.

Outra adaptação para a gravidez é a roupa íntima, que ganhou mais leveza e formas diferenciadas para acompanhar a mulher perante e depois da gestação. Uma fase sublime, marcada por sensações únicas e muitas transformações a escolha da lingerie adequada é fundamental e recomendada pelos obstetras. Calcinhas com faixas que suportam a barriga aliviando o peso da coluna, sutiã de sustentação e de amamentação, faixa e cinta pos parto, protetor de seios são indispensáveis no enxoval da mamãe. Há também a opção mais sensual para as grávidas com cores mais provocantes já que sexo na gravidez é normal.

“Adoro praia e piscina e não dispenso entrar na água por isso comprei um biquíni especial com alças de sustentação e cintura bem elástica, confortável para minha barriga. Diz a gestante Débora Moraes de dezenove anos grávida de seis meses. Mais acrescenta “Nessa fase tão especial da vida, quando se carrega um fruto do amor, o filho, não me preocupo com a moda e sim com o conforto do meu bebe”.

Gravidez é uma das maiores realizações de uma mulher, e hoje não é necessário usar somente roupas grandes com tanta opção oferecida para se deslumbrar com a barriga.






Daniele Moraes